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A Nossa História

Porque não?

Essa foi a pergunta que fizemos quando decidimos começar O Dono Cuida.

Tudo começou num dia aparentemente normal, que de normal não teve nada. Fomos passear o nosso pastor alemão para o sítio do costume, uma pedreira onde lhe podemos tirar a trela para ele correr e brincar à vontade.

Estávamos a meio de Outubro, chegámos em frente ao portão da pedreira, nós cansados, o nosso cão ansioso para ir brincar, mas pior do que nós estava a cadelinha que apareceu no portão. Preta, esquelética e com as pernas atrofiadas, assim que nos viu começou a chorar, abanava a cauda a mil à hora e tentava passar há força pelo portão.

Para que ela não se aleijasse, “O Dono” saltou rapidamente o muro e a cadela aproximou-se a medo. Tinha uma corrente há volta do pescoço, e nós nem pensámos duas vezes. Saímos 3 de casa e chegámos 4. Uma cadelinha preta, maltratada, cheia de medos e inseguranças era o novo membro da família.

“A Dona” apressou-se para lhe dar água e comida. A sua primeira refeição fez-nos lembrar os vídeos dos guaxinis quando roubam alguma coisa. Abocanhou a ração, encheu a boca e fugiu para o quintal com a comida.

No veterinário não encontraram chip e ela tinha todo o aspecto de quem tinha sido abandonada, e mesmo que não tivesse sido os maus tratos eram evidentes.

Durante 3 ou 4 dias só comia, passeava e dormia num canto da casa. Fazia-nos confusão porque ela não saía daquele canto por nada deste mundo. Aparentava ter displasia da anca mas eram só as pernas traseiras atrofiadas, não tinha coordenação motora, não calculava bem as distâncias e batia com a cabeça em todo o lado.

Tudo nos levava a crer que passou a vida inteira acorrentada, provavelmente com a corrente que trazia ao pescoço, que nem 1 metro e meio tinha. Isso não é vida para nenhum cão, e nesse momento decidimos que nem que tivesse chip a devolvíamos.

Não queríamos nem queremos saber se é esse o protocolo. Existem imensas pessoas que têm cães que não merecem. Não íamos arriscar procurar um dono que voltasse a acorrentá-la. Era nossa, para ser cuidada, amada e bem tratada. Foi o destino que nos uniu e além disso, o mano mais velho já se estava acostumar a ela.

Com tempo foi ganhando confiança, saindo do seu cantinho, brincando e levando festinhas. Passou de esfomeada a ser uma esquisita com comida, aprendeu com o mano a pedir para sair para o quintal, ou entrar para casa.  Hoje é linda, ágil, energética e feliz.

Já ninguém diria que parecia ter displasia da anca, nem que batia com a cabeça em todo o lado.

E foi ela a fonte de inspiração para o nosso site. Há 4 anos que trabalhávamos na criação de conteúdos online, porque não juntar a nossa paixão pelos animais ao nosso trabalho? Porque não?

Foi assim que, do amor, nasceu O Dono Cuida.