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Cientistas descobrem molécula que dificulta combate à leishmaniose

Um grupo de investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto identificou uma molécula libertada pelo parasita “leishmania”. A molécula inibe determinadas células do sistema imunitário e dificulta o combate à doença.

A leishmaniose é uma doença infecciosa que afecta cães mas também humanos, e das doenças caninas mais mortais e complicadas. Segundo a coordernadora do projecto Anabela Cordeiro. a molécula identificada é libertada pelo parasita e tem a capacidade de bloquear a função das “natural killer t” (iNKT), células de defesa que atuam nestas casos.

leishmaniose canina

Esta descoberta pode ser um grande avanço para salvar a vida dos milhares de cães que são infectados todos os anos. Os cientistas pretendem criar um anti-corpo que neutralize as funções dessa molécula, impedindo-a de passar despercebido ao sistema-imunitário.

Segundo notícia o portal Sapo 24,

“em Portugal, “infelizmente”, não se faz o rastreio para a ‘leishmania’, o que investigadora considera “uma falha grave” do Sistema Nacional de Saúde, em termos preventivos.

Anabela Cordeiro da Silva indicou ainda que, neste momento, as únicas vacinas contra esta doença são as caninas, que têm uma eficácia reduzida e “mascaram” o estado clínico do animal.

Os fármacos, por sua vez, são “muito tóxicos para os rins e para o fígado”, existindo, inclusive, “vários locais no mundo” onde o parasita já desenvolveu resistências aos mesmos.

Anabela Cordeiro da Silva afirma que a Miltefosina é o único medicamento existente que pode ser usado de forma oral, contudo só é utilizado no tratamento de cães, excluindo a utilização humana, e pode causar deformações em cachorros recém-nascidos.

Desta forma a investigadora considera necessária a inclusão de mais fármacos no mercado e acrescentar que o grupo de investigação já foi capaz de desenvolver um composto “muito promissor” para o tratamento da leishmaniose. O composto pode ser administrado por via oral sem que tenha os efeitos secundários referidos.

A investigadora conclui

“Nunca é demais conhecer as estratégias adotadas por estes microrganismos” visto que “podem ser úteis para desenvolver métodos mais eficazes de combate, ou para serem aplicadas noutras áreas, ao serviço da saúde”

 

Para nós donos é uma óptima notícia porque sabemos que, apesar de já existirem produtos anti-parasitários que ajudam a prevenir esta terrível doença, é uma espécie de sombra que nos atormenta sempre por sabermos que por muito que façamos, pode não ser suficiente.

Esperamos com alegria o sucesso dos novos fármacos que possam tranquilizar-nos e impedir todas as fatalidades que esta doença provoca.

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