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Esgana Canina – Tudo Sobre a Doença

esgana

A esgana é uma das doenças caninas infecciosas potencialmente mortais. Segundo o Hospital dos Animais, das doenças virais que afectam os cães, apenas a Raiva tem uma taxa de mortalidade superior.

O que é a esgana canina?

É uma doença viral altamente contagiosa que começa por afectar os pulmões, o tracto intestinal e o sistema nervoso.

Como se transmite?

A doença transmite-se facilmente de cão para cão através de contacto directo com urina, sangue ou saliva. Espirrar, tossir ou partilhar tigelas de comida ou outros utensílios, podem também ser formas indirectas de contágio.

É um vírus pouco resistente que morre em poucos minutos em ambientes quentes. Contudo, em temperaturas baixas (perto dos 0ºC), ele pode persistir durante várias semanas.

Afecta sobretudo cães, e os mais jovens não vacinados são os mais susceptíveis de contraí-la. No entanto, animais de qualquer raça ou idade podem ser infectados. Outras espécies que também podem ser hospedeiras do vírus são espécies selvagens como lobos, leões, hienas, raposas, furões, guaxinins e doninhas.

Quais são os sintomas?

Quando um cão é infectado, o vírus da esgana (Morbillivirus) ataca primeiro as amígdalas e nódulos linfáticos do animal e replica-se por cerca de uma semana.

Depois ataca o sistema respiratório, gastro-intestinal, urogenital e o sistema nervoso.

Na primeira fase da infecção os principais sintomas são de febre alta (39ºC), olhos avermelhados e corrimentos nasais e oculares muco-purulentos. O cão pode também ter uma tosse persistente, pneumonia, vómitos e diarreia.

A infecção leva os animais a perderem o apetite, tornando-se normalmente anorécticos, letárgicos e cansados.

O vírus da esgana canina multiplica-se bastante bem nas células do sistema nervoso. Como consequência, em estágios mais avançados o vírus começa a atacar os outros sistemas, particularmente o nervoso. O cérebro e a espinal medula são afectados e o cão pode começar a ter ataques epilépticos, convulsões, perda de coordenação, fraqueza e paralisia.

Certas estirpes do vírus podem também causar um aumento anormal das almofadas das patas dos cães.

Resumo de Potenciais Sintomas:

  • Febre alta.
  • Corrimentos purulentos \ mucosos do nariz e dos olhos.
  • Olhos avermelhados.
  • Letargia e fraqueza.
  • Perda de apetite e anorexia.
  • Tosse, vómitos e diarreia.
  • Epilepsia e convulsões.
  • Perda de coordenação e paralisia.

De notar que estes são os potenciais sintomas da doença, mas o animal infectado pode não apresentar todos eles. De facto, em infecções mais agressivas os animais podem passar logo dos sintomas de febre para ataques do sistema nervoso.

esgana canina

Como é diagnosticada?

A doença é diagnosticada através das avaliações de laboratório como por exemplo análises à urina. Porém este diagnóstico é feito pressupondo um conjunto dos sintomas ou situações típicas da doença.

Apesar da infecção também afectar o sistema imunitário, a gravidade e evolução da doença depende da resistência do animal e da sua imunidade. Outro factor de evolução é a carga viral que o atinge.

Tratamento 

Infelizmente ainda não existe uma cura para a esgana. Desta forma o tratamento é todo ele focado na redução das infecções secundárias e alívio\controlo dos sintomas.

Se o animal desenvolver anorexia ou diarreia, pode necessitar de suporte intravenoso. As descargas oculares e nasais necessitam de limpeza regularmente.

Antibióticos podem ser administrados para controlar os sintomas causados pelas infecções secundárias e outros medicamentos para controlar as convulsões e ataques. Não existem medicamentos anti-virais capazes de tratar eficazmente o vírus.

Por isso não existem garantias de sucesso no tratamento e é de extrema importância que mal note algum dos sintomas, leve o animal imediatamente ao veterinário.

Como prevenir a esgana?

A melhor forma de prevenção, e a única verdadeiramente eficaz é administrar as vacinas correspondentes, que começam às 6 semanas de vida do cão. Essa vacina deve ser seguida de pelo menos 2 reforços. Até que o esquema vacinal dos cachorros estar completo, devem ser tomados cuidados extra e eles não deverão ter contacto com cães não vacinados.

Visto que o vírus não é resistente a desinfectantes, limpe e desinfecte regularmente a casa ou o canil. Assim garante que o vírus não está activo no seu ambiente.

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