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Quebr’a Corrente – Já conhece este movimento?

Quebr’a Corrente 
foto de: Quebr’a Corrente

Quebr’a Corrente é um movimento que foi criado com a finalidade de quebrar as correntes e devolver a liberdade aos cães acorrentados em Portugal. O movimento age de forma pedagógica junto dos cuidadores dos animais presos, e tenta através do diálogo juntamente com a oferta de soluções para mudar a vida destes animais. Este projecto é feito através da criação de relações de confiança e de entre-ajuda, pois consideram que a falta de recursos e de conhecimento é a principal causa que mantém os animais acorrentados. 

O movimento Quebr’a Corrente começou quando Tânia Mesquita, de 34 anos, decidiu fazer qualquer coisa pelas cadelas do seu vizinho em Santarém que viviam acorrentadas. Numa entrevista ao Pet, Tânia afirmou que “é uma realidade muito comum por aqui e vemos o mesmo por outras comunidades rurais”. No entanto esta defensora dos direitos dos direitos dos animais teve que agir. “Não os conseguia ver lá presos”, então achou que estava na hora de quebrar aquelas correntes. 

Tânia decidiu agir, mas “com o consentimento e em colaboração com o cuidador deles, claro”, afirmou. Neste caso específico ela abordou o seu vizinho e ofereceu uma solução. Falou que gostaria de construir um espaço vedado, com abrigos num terreno ali perto da casa. Ali as duas cadelas “poderiam andar e brincar, livres”. O vizinho aceitou a sua proposta e com a ajuda dos seus amigos cumpriu aquilo que tinha prometido.

Quebr’a Corrente 
foto de: Quebr’a Corrente das primeiras cadelas ajudados pelo movimento

Segundo as declarações de Tânia ao Pet com “tantos animais acorrentados, sem abrigo adequado”, resolveu que não “poderia ficar por ali”. Assim em Dezembro de 2017 começou por iniciativa própria o movimento Quebr’a Corrente, um projecto de activismo que tem como objectivo tornar-se numa associação. Assume-se como “o primeiro movimento social do país a libertar cães acorrentados, através da criação de espaços seguros e adequados às suas necessidades biopsicossociais, sempre em colaboração com os cuidadores”, e sem qualquer custos para os proprietários dos animais.

Neste momento o movimento Quebr’a Corrente conta com cerca de 20 voluntários no centro e no sul de Portugal. “Grande parte do nosso trabalho prende-se com dar apoio pedagógico, alertando para os riscos de manter um cão acorrentado”, e “sensibilizando os cuidadores sobre a segurança, o bem-estar e as necessidades dos animais”.

Das várias denúncias que recebem através da sua página de Facebook, por email ou ainda através do formulário disponível no site, o movimento dá prioridade às situações em que os animais não têm abrigo ou têm poucas “condições de segurança ou higiene”. Segundo a fundadora “as pessoas deixam os animais presos por falta de informação ou por costume, mas muitas vezes fazem-no também por deixarem de conseguir cuidar do animal devido a dificuldades financeiras.”

Tânia Mesquita, que trabalha na área da psicologia comunitária, diz que “nunca quis que este trabalho se fizesse sem a colaboração dos criadores”, visto que um dos objectivos do projecto é “contribuir para comunidades mais saudáveis e responsáveis”.

Após Tânia ter ajudado a quebrar a corrente das duas cadelas do vizinho, o movimento de forma oficial já soltou mais dois cães e construíram novos espaços seguros para os mesmos na zona de Santarém. Antes de criarem o projecto, já tinham içado cerca de seis vedações, número que Tânia Mesquita quer ver “crescer muito” e em proporção directa ao aumento “da rede de voluntários e dos recursos materiais”.

Como ajudar o movimento Quebr’a Corrente?

O movimento Quebr’a Corrente pede doações de materiais necessários à construção de cercas, como redes de alturas superiores a dois metros, estacas de madeira ou postes metálicos, esticadores, dobradiças, fechaduras, portões ou ferramentas. Estão também à procura de voluntários, relembrando que todas as intervenções “decorrem de forma pacífica, recorrendo ao diálogo livre de julgamentos”, garante. Porque, acredita, muitas destas situações não se devem “a falta de amor dos cuidadores para com os animais”.

A verdade é que por Portugal fora existem inúmeros cães acorrentados permanentemente. O Dono Cuida acredita que este movimento merece o apoio dos portugueses para ajudar a mudar mentalidades, criando novas soluções para os animais viverem livres de correntes e com condições dignas.

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ODonoCuida

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